quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Projeto Talento






Voce sabia que a 1ª fase do FEMIC é chamada de projeto talento, pois é. Nesta fase vamos em diversas escolas descobrir talentos e posso garantir que são muitos. Confira como foi animado na Escola Aluizio Ferreira.

sábado, 30 de agosto de 2008

Técnica esportiva: entre a eficiência e a eficácia simbólica


Já vimos que o antropólogo Marcel Mauss, em seu clássico texto sobre as Técnicas Corporais, afirmava que todo gesto corporal constitui-se técnica, uma vez que é dotado de tradição e eficácia, equiparando as técnicas corporais às demais técnicas humanas, como as técnicas de cozimento de alimentos, técnicas de plantio, de adorno, etc. Segundo ele, o ser humano cria, ao longo de sua existência e em função de seu contexto cultural, certos costumes que vão se tornando tradicionais, sendo transmitidos de geração a geração. Esses procedimentos vão se tornando tradicionais justamente porque são dotados de eficácia simbólica, ou seja, respondem a certas demandas da sociedade onde estão adotando significados importantes para o grupo local.

Ora, se todo movimento é técnico, não podemos falar numa técnica considerada melhor, perfeita ou correta, senão num contexto e numa situação devidamente delimitados.

A Educação Física, historicamente, sempre defendeu o ensino de uma técnica para o saque por cima no voleibol, ou de uma técnica para a bandeja no basquetebol, a técnica do salto em altura no atletismo ou da braçada do nado de costas na natação, elegendo alguns movimentos como melhores e desconsiderando outras formas de expressão corporal.

A área de Educação Física, no trato com o esporte, tradicionalmente, sempre considerou a dimensão técnica de maneira exclusivamente instrumental. As obras específicas da área nada mais fazem do que coletar um conjunto de movimentos considerados eficientes e perfeitos para as finalidades de determinada modalidade esportiva e dividi-los em estágios de uma seqüência pedagógica para o seu ensino. Assim, uma única maneira de executar um movimento esportivo torna-se o padrão de correção, e todas as outras formas são tidas como errôneas, incompletas ou variantes menos desejáveis da técnica considerada perfeita. Um gesto técnico passou a ser aquele movimento eficiente, seja em termos biomecânicos, fisiológicos ou esportivos. Fazendo isso, a área de Educação Física e Esportes acabou por privilegiar certos alunos que já sabiam executar os movimentos tidos como eficientes, subjugando aqueles que apresentavam outras formas de expressão, fruto de outras experiências, valores diferentes e interesses específicos.

Falar em eficiência implica pensar no fim, no resultado, no produto final em curto prazo. Falar em eficácia simbólica implica considerar o processo, o meio pelo qual os alunos buscam alcançar seus fins, as diferenças de significados entre grupos diferentes. Por isso estamos enfatizando a eficácia simbólica no ensino dos esportes em vez de priorizar a eficiência.

O gesto esportivo oriundo dos movimentos dos atletas de alto rendimento constitui-se, sem dúvida, em técnica, aliás, das mais eficientes e, plasticamente, das mais belas. Mas não pode ser tomado como a técnica modelar, a ser ensinada imediatamente a todos os alunos. Primeiramente, por se tratar de movimentos dos mais elaborados, demandando grande tempo de treinamento para sua perfeita manifestação; em segundo lugar, porque os alunos, culturalmente situados, podem possuir outros interesses de movimento, que levem a outras demandas em termos de execução.

É justamente essa característica que separa o ser humano dos outros animais. Enquanto esses últimos apenas reproduzem movimentos, podendo até realizá-los com certa eficiência, os humanos, além da busca da perfeição, continuamente atribuem significados culturais às suas ações, variando as formas de execução, transformando-as, criticando-as e executando-as com objetivos os mais variados possíveis.

Não se pretende, nessa discussão, opor os conceitos de eficiência e eficácia simbólica, como se fossem excludentes, mesmo porque o movimento biomecanicamente eficiente é dotado, inegavelmente, de significados culturais. Isso se torna mais efetivo atualmente, devido ao grande poder da mídia esportiva que reverbera mundialmente as atuações de atletas de alto rendimento. O professor não pode estar imune aos apelos da mídia, mas também não deve a ela se render, como se todos os seus alunos devessem obrigatoriamente executar aqueles mesmos movimentos.

Caso você tenha atuado com grupos diferentes, em bairros ou cidades diferentes, já percebeu que o mesmo conteúdo esportivo insere-se de formas próprias em contextos diversos, adquirindo um caminho pedagógico específico que lhe dá sentido naquele contexto. Os interesses do grupo em questão podem ser diferentes, as experiências esportivas serem outras, os significados atribuídos àquela modalidade serem outros, e os objetivos, obviamente, serem variados. Cabe ao professor atento e compromissado fazer a mediação entre o conhecimento esportivo a ser trabalhado com o grupo em questão e seus interesses, experiências e demandas culturalmente determinadas.

Esta reflexão procura avançar na discussão da relevância, do lugar e do tempo do ensino dos gestos técnicos específicos de cada modalidade esportiva.

Utilizando um conceito cultural de técnica corporal, a partir do qual deve ser considerado o significado de todo e qualquer movimento no seio de uma dada sociedade, é possível considerar o ensino dos gestos técnicos não apenas a partir da dimensão da eficiência, mas dentro de contextos culturais específicos, considerando-se também a eficácia simbólica inerente a toda ação humana.

Implicações para o ensino do esporte


Algumas implicações para o ensino do esporte podem ser depreendidas da discussão que tem sido feita até o momento.

A primeira delas é a de que o esporte não é neutro.


Como não é uma entidade abstrata, suspensa no tempo e deslocada no espaço, em si, não é bom nem ruim, positivo ou negativo, útil ou inútil. Ele será aquilo que seus praticantes fizerem dele. Daí a grande importância do educador no ensino do esporte. Como vimos, a prática esportiva não se resume à mera repetição de um conjunto de técnicas, mas no trato constante de valores, valores esses que, consciente ou inconscientemente, serão transmitidos pelo profissional responsável pelo processo.

O mais bem preparado e adaptado é que deve sobreviver – idéia base da teoria evolucionista que está sendo questionada e revisada atualmente.

Foi nessa linha de raciocínio que Valter Bracht (1997) afirmou que não tinha sentido chamar um esporte de educativo, pois, num sentido geral, toda prática esportiva é educativa. Resta saber quais são os valores e atitudes que determinado esporte defende e pratica. Um professor ingênuo poderá achar que estimular nos alunos um comportamento competitivo exacerbado será útil para forjar campeões, desconsiderando que essa prática é exclusiva, injusta e anti-democrática, além de refletir princípios da sociedade capitalista, como o de que o mais capaz deverá suplantar os outros.

Por outro lado, um professor mais crítico e mais atento a esse processo histórico poderá implantar princípios de respeito às diferenças individuais e co-participação em suas aulas, gerando
prazer na prática, solidariedade nas atitudes e reflexão desses princípios entre os participantes.

A prática esportiva tem assumido principalmente os valores do esporte de rendimento ou espetáculo, mesmo quando ocorre em escolas. O fato de haver um esporte na escola não garante uma atitude crítica em relação a aspectos considerados negativos do esporte de rendimento..

Daí a afirmação de vários autores da área de Educação Física atualmente defendendo o esporte DA escola, em vez do esporte NA escola. Enquanto esse último apenas reproduziria de forma a-crítica condutas e princípios do esporte de rendimento, como a competição exacerbada, a especialização precoce, o ganhar a qualquer preço, etc., o esporte DA escola defenderia a construção do esporte possível, com valores discutidos entre os participantes e com condutas condizentes a esses valores. Nessa construção do esporte DA escola, como já afirmamos, o papel do professor é fundamental, a fim de que se posicione claramente em relação a valores que levem a maior participação de alunos, ao reconhecimento e respeito às diferenças entre eles, à oportunidade de apropriação por parte de todos desse maravilhoso patrimônio cultural, que é o esporte.

Outro aspecto a ser considerado quando se pensa no ensino do esporte é a relação com a mídia. Se, por um lado, a mídia tem divulgado o esporte, fazendo dele um grande fenômeno contemporâneo e, de certa forma, levando a demanda de prática esportiva para mais pessoas, por outro lado, a mídia tende a reproduzir valores do esporte de rendimento, transformado em espetáculo para o seu consumo. Esses valores, como vimos, podem não ser aqueles que desejamos em nossos processos educativos. De fato, qualquer pessoa, motivada pelas mensagens esportivas multiplicadas pela mídia, considera-se conhecedora do esporte e busca praticá-lo a partir dos princípios apreendidos por ela.

Mais uma vez enfatizamos a figura do professor no ensino do esporte como mediador entre os valores expressos pelos seus alunos e os objetivos do programa. Influenciados pela mídia, os alunos, não raro, freqüentam as aulas de Educação Física na escola e as escolinhas de esporte ou os clubes sonhando tornarem-se campeões esportivos como aqueles vistos na televisão. Chegam imbuídos daqueles valores, muitas vezes sem apresentarem posicionamento crítico em relação às mensagens da mídia.

O profissional responsável pelo trabalho com esporte deve, não apenas reproduzir as técnicas de movimento das modalidades esportivas, mas constituir-se mediador de um conhecimento amplo e crítico sobre o esporte – incluídos aí aqueles reproduzidos pela mídia.

Mauro Betti (1998) preocupou-se com essa questão procurando compreender a representação sobre esporte que a televisão expressa e como deveria agir o profissional de Educação Física diante disso. Segundo ele, a Educação Física e seus profissionais deveriam contribuir para a formação de um espectador crítico, inteligente e sensível. Assim, a televisão – e podemos estender para outros veículos da mídia – poderia se constituir instrumento pedagógico efetivo da Educação Física no trabalho com esporte.

Como se vê, ensinar esporte não se resume somente na reprodução de gestos técnicos transmitidos de forma neutra, até porque o conhecimento sobre esporte não se resume à sua prática.

Ser conhecedor do esporte implica também saber a sua história, compreender seus determinantes políticos, saber apreciar a beleza estética dos gestos esportivos, compreender que o mesmo esporte pode ser praticado diferentemente devido a especificidades culturais, respeitar as características individuais de cada praticante, entender a mídia esportiva nas suas entrelinhas, enfim, muito mais do que apenas reproduzir gestos.

Essa é a difícil e relevante tarefa dos profissionais que atuam com o esporte.

Autores: Aldo Antonio de Azevedo ( Doutor em sociologia ), Dulce Suassuna ( Doutora em sociologia) e Jocimar Daolio ( Doutor em Educação Física )

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

DESCULPAS AO ESPORTE E AOS ATLETAS BRASILEIROS

Vendo os atletas brasileiros pedindo desculpas pela não obtenção de
medalhas e sobre o que se faz pelo
esporte no Brasil, resolvi escrever este texto que na minha opinião
reflete sobre quem deve desculpas a quem.
 
Abraços,
 
Ronaldo Pacheco
 
*DESCULPAS AO ESPORTE E AOS ATLETAS BRASILEIROS*
 
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
 
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
 
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e
não qualidade de aprendizagem;
 
Desculpem pela falta de incentivo na base;
 
Desculpem pela falta de praças esportivas;
 
Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança
da rua" (é muito pouco se for só isso!);
 
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar
livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências
motoras;
 
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe
impuseram o "esporte-profissão";
 
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já
conseguiram provar que valia a pena;
 
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem
condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se
alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";
 
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar
integralmente aos treinos;
 
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus
poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido
gratuitamente;
 
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras
de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
 
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
 
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar
novas propostas;
 
Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
 
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
 
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol
(Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
 
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do
Gérson" (coitado do Gérson);
 
Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas
visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços
político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
 
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos
(apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing
político;
 
Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não
conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas
federações, nossa legislação esportiva;
 
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no
exterior
caso pretendem se aprimorar no esporte;
 
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco
conhece e opina pelo senso comum;
 
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar
em vocês toda a sua esperança;
 
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem
sempre é baseada na razão;
 
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela
expectativa criada;
 
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
 
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que
temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de,
apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
 
Prof. MSc. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho

terça-feira, 26 de agosto de 2008

FESTA - Dia do Profissional de Educação Física

No dia 1 de Setembro, estaremos realizando, na AJP, um churrasco para comemorar o nosso dia, começa a partir das 10h e vai até a hora que vcs quiserem, observem os seguintes detalhes:
- Levar prato e talheres;
- A cerveja é por conta de cada um;
- Se levar convidados, lembre-se de levar um complemento alimentar;
- Se vc não for sócio da AJP, também pode usufruir da piscina, desde que pague uma taxa de 3.00(três reais).
Atenção o detalhe mais importante sua presença é indispensavel.
Na oportunidade convidamos também os profissionais da rede municipal e particular.
Esta confraternização está sendo patrocinada pelos diretores das escolas de vcs, representação de Ensino da SEDUC/ji-pr e fornecedores da ren.

sábado, 23 de agosto de 2008

Projeto vamos comer cultura






A SEMED (Secretaria Municipal de Educação) promoveu mais uma etapa do projeto vamos comer cultura, desta vez oferecendo a oficina de dança criativa, ministrada pela professora de dança Gilca Lobo. Eu ( Tania), Belmiro, Gigliane, Edivan e Eliza estivemos presentes participando da oficina, com o objetivo de repassar os conteúdos para todos os professores de Ed. Fisica da rede estadual. Parabéns a equipe da Semed: Profª Suzana, Profª Adriana, Profª Valmira e Prof. Luiz Serigheli.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Novas datas do JOER

Não é brincadeira não, as datas publicadas ontem já foram mudadas, mas prefiro aguardar até a semana que vem para divulgá-las.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

JOER valorizando os servidores

ALE aprova abono para servidores que trabalharem no Joer
O abono tem natureza excepcional e transitória e não se incorpora à remuneração do servidor

A Assembléia Legislativa aprovou, por unanimidade, projeto de lei que institui abono pecuniário para servidores públicos estaduais da Seduc que participarão diretamente da organização, coordenação e apoio aos Jogos Escolares do Estado de Rondônia – JOER -, edição de 2008, em suas fases regional, estadual e participação nacional. Aos deputados estaduais, o governador Ivo Cassol (o projeto é originário do Poder Executivo) explicou que há muito tempo vem sendo realizado os Jogos Escolares e que foram feitas algumas tentativas no sentido da terceirização dos serviços de organização do evento, sendo certo que o sucesso alcançado foi satisfatório, mas que há necessidade de se buscar a excelência no desempenho das atividades do Estado. A justificativa foi bem entendida e houve a aprovação da proposta sem qualquer dificuldade. A partir de agora, o servidor público efetivo poderá ser designado para o exercício das seguintes funções: coordenador-geral, coordenador-regional, coordenador de modalidades, sub-coordenador, apoio técnico I, apoio técnico II, apoio técnico III, apoio administrativo I e apoio administrativo II. A designação dos servidores públicos que irão participar diretamente da organização, coordenação e apoio do JOER 2008 será feita pela Seduc, mediante a publicação das portarias no Diário Oficial do Estado de Rondônia. O abono tem natureza excepcional e transitória e não se incorpora à remuneração do servidor e deverá ser pago ao número de dias de designação para atuação no JOER. A tabela com quantitativo e valor do abono é a seguinte: Coordenador-Geral (Quantitativo 16 – valor R$ 600,00), Coordenador-Regional (Quantitativo 17 – valor R$ 550,00), Coordenador de Modalidades (Quantitativo 104 – valor R$ 400,00), Sub-Coordenador (Quantitativo 150 – valor R$ 300,00), Apoio Técnico I (Quantitativo 63 – valor R$ 400,00), Apoio Técnico II (Quantitativo 182 – valor R$ 300,00), Apoio Técnico II (Quantitativo 123 – valor R$ 180,00), Apoio Administrativo I (Quantitativo 368 – valor R$ 250,00), Apoio Administrativo II (Quantitativo 94 – valor R$ 180,00).



http://www.tudorondonia.com.br - acesso em 21/08/2008